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Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo após aumento de casos nas Américas

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/ Por Redação

Brasil mantém eliminação da circulação endêmica, mas já registrou 52 casos importados em 2026 e reforça vacinação e vigilância


Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde - DF

O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a reforçar a vigilância contra uma possível entrada do vírus no Brasil. Nos EUA, o número de casos em 2026 é o maior em mais de 35 anos, segundo o CDC.

Até 5 de outubro, o Brasil havia registrado 52 casos importados neste ano, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. As autoridades realizam busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e vacinação de bloqueio para evitar novas transmissões.

Apesar dos registros, o país permanece sem circulação endêmica do sarampo. Em 2019, mais de 20 mil casos foram registrados em meio a baixas coberturas vacinais, levando à perda da certificação de eliminação. Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) voltou a reconhecer o Brasil como livre da transmissão endêmica.

A vacinação segue como principal estratégia de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a primeira dose da tríplice viral alcançou 93,10% de cobertura nacional. Desde 2023, o número de crianças brasileiras sem nenhuma dose das vacinas caiu cerca de 86%, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef.

Diante dos casos importados, o Ministério da Saúde intensificou as ações em áreas de maior circulação e na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A orientação é que pessoas com doses atrasadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta e reduzir o risco de reintrodução e transmissão sustentada do vírus.

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