Investigação aponta que esquema utilizava dados biométricos de pessoas vulneráveis para criar beneficiários fictícios e teria causado prejuízo de R$ 86 milhões aos cofres públicos
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| Foto: Reprodução/Agência Brasil |
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo usava impressões digitais e rostos de idosos como “dublês biométricos” para obter documentos de pessoas inexistentes. A investigação aponta 457 benefícios fraudados e prejuízo estimado em R$ 86 milhões.
Após a concessão, integrantes do grupo teriam controlado cartões, realizado saques, atualizado cadastros e solicitado reativações. Perícias da Polícia Federal identificaram a mesma impressão digital associada a diferentes identidades, com mais de 170 laudos citados na denúncia.
O juiz Leonardo Araújo de Miranda Fernandes manteve a prisão preventiva de 19 réus. Outros três cumprem medidas cautelares e três não foram localizados. Segundo a decisão, ainda havia registros de saques de benefícios apontados como fraudulentos até 31 de julho.
A Operação Leste do Espinhaço foi deflagrada em 25 de agosto, com 91 medidas judiciais em nove cidades de Minas Gerais e em São Gabriel da Palha (ES). A investigação também deverá apurar outros envolvidos e possível lavagem dos valores desviados.






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