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SUS vai distribuir “canetas emagrecedoras” para pacientes com obesidade

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Ministério da Saúde avalia resultados do uso de semaglutida e prepara protocolo clínico para definir a oferta dos medicamentos


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, serão ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com obesidade. A medida será definida a partir de estudos e de um protocolo clínico.

O Ministério da Saúde informou que os primeiros resultados de um estudo com semaglutida, realizado no Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, foram considerados positivos. Os pacientes selecionados começaram a utilizar o medicamento em junho.

Ao todo, 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades serão acompanhados por especialistas. Segundo o ministério, o estudo busca garantir segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento médico contínuo.

Entre os casos analisados estão pacientes que aguardam cirurgia bariátrica. A pesquisa pretende avaliar se o uso da medicação pode controlar a obesidade a ponto de tornar o procedimento desnecessário.

O estudo também acompanha possíveis efeitos sobre problemas cardíacos e a reincidência de câncer de mama. A oferta dos medicamentos pelo SUS dependerá dos resultados das avaliações e da definição do protocolo clínico.

Ministério da Saúde amplia indicação da vacina contra HPV para crianças vítimas de violência sexual

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Nova orientação inclui crianças a partir de 2 anos; medida considera a vulnerabilidade das vítimas e o aumento das notificações entre menores de 9 anos


Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde ampliou a recomendação da vacina contra o HPV para crianças a partir de 2 anos que tenham sido vítimas de violência sexual. A nova orientação foi divulgada em nota técnica publicada nesta semana pela pasta.

Antes da mudança, a indicação para vítimas de violência sexual contemplava pessoas entre 9 e 45 anos. A ampliação considera, entre outros fatores, a vulnerabilidade das crianças e o crescimento das notificações de violência sexual entre menores de 9 anos.

Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram aumento expressivo dos registros ao longo de uma década. Entre crianças de 0 a 4 anos, as notificações passaram de 1.671, em 2014, para 7.845, no período indicado no documento.

Na faixa de 5 a 14 anos, os registros cresceram de 6.594 para 29.135. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o número passou de 1.632 para 6.869 no mesmo intervalo.

A pasta também destaca os riscos relacionados à infecção pelo HPV. O vírus é considerado um importante problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e à relação com diferentes tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

Além dos cânceres, o HPV pode estar associado ao surgimento de verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores. Segundo o Ministério da Saúde, essas condições podem provocar impactos clínicos, psicossociais e econômicos.

A nota técnica aponta ainda que crianças vítimas de violência sexual apresentam maior vulnerabilidade à aquisição de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV. O documento também considera a possibilidade de novas exposições em situações de recorrência da violência.

De acordo com a pasta, estudos também relacionam a violência sexual na infância a diferentes consequências ao longo da vida, incluindo problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamentos que podem aumentar a vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis.

A ampliação da recomendação da vacina integra, portanto, as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde diante do risco de exposição ao HPV entre crianças vítimas de violência sexual.

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