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Justiça bloqueia até R$ 4,23 milhões do Estado para garantir funcionamento do Hospital Veredas

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Decisão prevê transferência dos recursos para conta judicial, com prioridade para salários dos trabalhadores; medida está relacionada a atrasos em pagamentos por serviços prestados ao SUS

Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou, nesta quarta-feira (21/10), o bloqueio de até R$ 4,23 milhões nas contas do Estado de Alagoas para garantir o funcionamento do Hospital Veredas, em Maceió. A decisão atende parcialmente a um pedido de reconsideração da unidade, com parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF).

Os recursos deverão ser transferidos para uma conta judicial, com prioridade para o pagamento dos salários dos trabalhadores. A aplicação dos valores ficará sob fiscalização do MPF.

A determinação foi assinada pelo juiz federal Raimundo Alves de Campos Júnior, da 13ª Vara Federal em Alagoas, no processo que acompanha a intervenção judicial no hospital.

Na mesma decisão, o magistrado autorizou a execução de até R$ 4,84 milhões em despesas essenciais previstas para outubro, incluindo salários, serviços médicos, medicamentos e insumos hospitalares.

O bloqueio está relacionado a atrasos nos pagamentos por serviços prestados pelo Hospital Veredas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade apresentou documentos de 21 processos administrativos em tramitação na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que somavam R$ 4,98 milhões. Parte dos valores já havia sido reconhecida em auditorias do próprio Estado.

Injeção preventiva contra HIV tem preço máximo de R$ 20,9 mil no Brasil

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Lenacapavir oferece proteção com aplicação a cada seis meses, mas ainda depende da distribuição comercial e de avaliação para possível inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Freepik

O lenacapavir, medicamento injetável de ação prolongada para prevenir a infecção pelo HIV, teve preço máximo ao consumidor definido em R$ 20,9 mil por aplicação no Brasil. A dose é administrada a cada seis meses, ampliando as opções de profilaxia pré-exposição (PrEP).

A definição foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), cerca de nove meses após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso preventivo do medicamento. A fixação do preço, porém, não significa que o produto já esteja disponível nas farmácias.

A fabricante Gilead Sciences ainda precisa viabilizar a distribuição e a comercialização no país. O medicamento foi autorizado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos. Estudos clínicos apontaram eficácia de até 100% em um dos grupos avaliados.

Para que o lenacapavir seja oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ainda será necessária uma avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e uma decisão do Ministério da Saúde.

Um acordo entre a fabricante e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) abriu caminho para o fornecimento do medicamento a países da América Latina, incluindo o Brasil. No entanto, ainda não foram divulgados publicamente preços ou prazos para a aquisição brasileira.

Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo após aumento de casos nas Américas

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Brasil mantém eliminação da circulação endêmica, mas já registrou 52 casos importados em 2026 e reforça vacinação e vigilância


Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde - DF

O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a reforçar a vigilância contra uma possível entrada do vírus no Brasil. Nos EUA, o número de casos em 2026 é o maior em mais de 35 anos, segundo o CDC.

Até 5 de outubro, o Brasil havia registrado 52 casos importados neste ano, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. As autoridades realizam busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e vacinação de bloqueio para evitar novas transmissões.

Apesar dos registros, o país permanece sem circulação endêmica do sarampo. Em 2019, mais de 20 mil casos foram registrados em meio a baixas coberturas vacinais, levando à perda da certificação de eliminação. Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) voltou a reconhecer o Brasil como livre da transmissão endêmica.

A vacinação segue como principal estratégia de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a primeira dose da tríplice viral alcançou 93,10% de cobertura nacional. Desde 2023, o número de crianças brasileiras sem nenhuma dose das vacinas caiu cerca de 86%, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef.

Diante dos casos importados, o Ministério da Saúde intensificou as ações em áreas de maior circulação e na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A orientação é que pessoas com doses atrasadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta e reduzir o risco de reintrodução e transmissão sustentada do vírus.

SUS passa a oferecer cirurgia que trata glaucoma e catarata em uma única intervenção

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Nova técnica é indicada para casos leves a moderados de glaucoma de ângulo aberto e promete recuperação mais rápida e menor risco de complicações

Foto: Rafael Nascimento/MS


O Ministério da Saúde oficializou a incorporação de uma cirurgia ao Sistema Único de Saúde (SUS) que permite tratar glaucoma e catarata em uma única intervenção. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (17/9).

A técnica é indicada para pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, com dano inicial ou moderado, e catarata. O procedimento combina a remoção do cristalino com a desobstrução do canal de drenagem do olho.

A incorporação prevê duas possibilidades: a goniotomia excisional, realizada por uma pequena incisão na córnea, e a trabeculotomia transluminal, feita com auxílio de microcateter ou fio cirúrgico no canal natural de drenagem.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova abordagem é menos invasiva e pode proporcionar recuperação mais rápida, menor risco de complicações e melhor controle da pressão intraocular. A tecnologia será incluída no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do glaucoma.

A Conitec estima que a incorporação da goniotomia excisional possa gerar economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano e R$ 93,2 milhões no quinto. Ao longo do período analisado, a economia prevista chega a R$ 276 milhões. 

SUS vai distribuir “canetas emagrecedoras” para pacientes com obesidade

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Ministério da Saúde avalia resultados do uso de semaglutida e prepara protocolo clínico para definir a oferta dos medicamentos


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, serão ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com obesidade. A medida será definida a partir de estudos e de um protocolo clínico.

O Ministério da Saúde informou que os primeiros resultados de um estudo com semaglutida, realizado no Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, foram considerados positivos. Os pacientes selecionados começaram a utilizar o medicamento em junho.

Ao todo, 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades serão acompanhados por especialistas. Segundo o ministério, o estudo busca garantir segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento médico contínuo.

Entre os casos analisados estão pacientes que aguardam cirurgia bariátrica. A pesquisa pretende avaliar se o uso da medicação pode controlar a obesidade a ponto de tornar o procedimento desnecessário.

O estudo também acompanha possíveis efeitos sobre problemas cardíacos e a reincidência de câncer de mama. A oferta dos medicamentos pelo SUS dependerá dos resultados das avaliações e da definição do protocolo clínico.

SUS poderá permitir agendamento e remarcação de consultas pelo WhatsApp

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 Nova ferramenta está em fase de testes e deve começar a funcionar oficialmente no próximo trimestre de 2026

Foto: Ilustração

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá permitir que pacientes agendem,confirmem e remarquem consultas pelo WhatsApp a partir do próximo trimestre de 2026.

Segundo a Integra Saúde Digital,desenvolvedora da ferramenta,o recurso está em fase piloto em cidades parceiras. A proposta é facilitar o acesso aos serviços e reduzir etapas no atendimento.

Pelo sistema,o paciente receberá pelo WhatsApp os dados da consulta e opções de resposta. Em caso de desistência ou impossibilidade de comparecimento,a vaga será liberada para outro usuário.

A novidade não altera a regra de encaminhamento para consultas com especialistas. O paciente continuará dependendo da avaliação e do encaminhamento de um clínico,com integração ao sistema do SUS.

Durante o período de testes serão avaliados índices de faltas,tempo de agendamento,ocupação das vagas e satisfação dos pacientes. A expectativa é alcançar cerca de 20,4 milhões de usuários da rede pública.


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