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Saúde de Maceió altera atendimentos durante feriado prolongado

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Unidades, pontos de vacinação e serviços especializados fecham nos dias 30 de outubro e 2 de novembro; CCZ manterá plantão para denúncias e apreensão de animais

Foto: Secom Maceio

Os serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió terão mudanças nesta sexta-feira (30), feriado do Dia do Servidor, e na segunda-feira (2), Dia de Finados. A maioria dos atendimentos será retomada normalmente na terça-feira (3).

As unidades de saúde e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) fecharão nos dois dias. Os pontos de vacinação do Maceió Shopping e do Pátio Shopping também não funcionarão nessas datas, mas atenderão no sábado (31), das 12h às 20h.

As unidades do Saúde da Gente Especialidades, no Benedito Bentes e em Salgadinho, suspenderão os atendimentos nos dias 30 e 2. Na unidade de Salgadinho, os agendamentos previstos para 30 de outubro foram transferidos para 13 de novembro.

O Centro de Atendimento ao Turista (CAT), instalado no Mercado da Produção, também ficará fechado e reabrirá na terça-feira, das 8h às 14h. Os demais serviços administrativos da secretaria seguirão o mesmo calendário.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) suspenderá as atividades administrativas, mas manterá plantão das 8h às 16h para apreensões de animais e denúncias. O contato será pelo WhatsApp (82) 3312-5492.

Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo após aumento de casos nas Américas

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Brasil mantém eliminação da circulação endêmica, mas já registrou 52 casos importados em 2026 e reforça vacinação e vigilância


Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde - DF

O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a reforçar a vigilância contra uma possível entrada do vírus no Brasil. Nos EUA, o número de casos em 2026 é o maior em mais de 35 anos, segundo o CDC.

Até 5 de outubro, o Brasil havia registrado 52 casos importados neste ano, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. As autoridades realizam busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e vacinação de bloqueio para evitar novas transmissões.

Apesar dos registros, o país permanece sem circulação endêmica do sarampo. Em 2019, mais de 20 mil casos foram registrados em meio a baixas coberturas vacinais, levando à perda da certificação de eliminação. Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) voltou a reconhecer o Brasil como livre da transmissão endêmica.

A vacinação segue como principal estratégia de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a primeira dose da tríplice viral alcançou 93,10% de cobertura nacional. Desde 2023, o número de crianças brasileiras sem nenhuma dose das vacinas caiu cerca de 86%, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef.

Diante dos casos importados, o Ministério da Saúde intensificou as ações em áreas de maior circulação e na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A orientação é que pessoas com doses atrasadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta e reduzir o risco de reintrodução e transmissão sustentada do vírus.

Ministério da Saúde amplia indicação da vacina contra HPV para crianças vítimas de violência sexual

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Nova orientação inclui crianças a partir de 2 anos; medida considera a vulnerabilidade das vítimas e o aumento das notificações entre menores de 9 anos


Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde ampliou a recomendação da vacina contra o HPV para crianças a partir de 2 anos que tenham sido vítimas de violência sexual. A nova orientação foi divulgada em nota técnica publicada nesta semana pela pasta.

Antes da mudança, a indicação para vítimas de violência sexual contemplava pessoas entre 9 e 45 anos. A ampliação considera, entre outros fatores, a vulnerabilidade das crianças e o crescimento das notificações de violência sexual entre menores de 9 anos.

Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram aumento expressivo dos registros ao longo de uma década. Entre crianças de 0 a 4 anos, as notificações passaram de 1.671, em 2014, para 7.845, no período indicado no documento.

Na faixa de 5 a 14 anos, os registros cresceram de 6.594 para 29.135. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o número passou de 1.632 para 6.869 no mesmo intervalo.

A pasta também destaca os riscos relacionados à infecção pelo HPV. O vírus é considerado um importante problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e à relação com diferentes tipos de câncer, incluindo os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

Além dos cânceres, o HPV pode estar associado ao surgimento de verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores. Segundo o Ministério da Saúde, essas condições podem provocar impactos clínicos, psicossociais e econômicos.

A nota técnica aponta ainda que crianças vítimas de violência sexual apresentam maior vulnerabilidade à aquisição de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV. O documento também considera a possibilidade de novas exposições em situações de recorrência da violência.

De acordo com a pasta, estudos também relacionam a violência sexual na infância a diferentes consequências ao longo da vida, incluindo problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamentos que podem aumentar a vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis.

A ampliação da recomendação da vacina integra, portanto, as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde diante do risco de exposição ao HPV entre crianças vítimas de violência sexual.

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