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Grupo usava identidades falsas e biometria de idosos para fraudar benefícios do BPC

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Investigação aponta que esquema utilizava dados biométricos de pessoas vulneráveis para criar beneficiários fictícios e teria causado prejuízo de R$ 86 milhões aos cofres públicos

Foto: Reprodução/Agência Brasil

A Justiça Federal recebeu, nesta terça-feira (6), a denúncia contra 35 suspeitos de integrar um esquema que teria criado identidades falsas para fraudar o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A decisão é da 1ª Vara Federal Criminal de Governador Valadares.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo usava impressões digitais e rostos de idosos como “dublês biométricos” para obter documentos de pessoas inexistentes. A investigação aponta 457 benefícios fraudados e prejuízo estimado em R$ 86 milhões.

Após a concessão, integrantes do grupo teriam controlado cartões, realizado saques, atualizado cadastros e solicitado reativações. Perícias da Polícia Federal identificaram a mesma impressão digital associada a diferentes identidades, com mais de 170 laudos citados na denúncia.

O juiz Leonardo Araújo de Miranda Fernandes manteve a prisão preventiva de 19 réus. Outros três cumprem medidas cautelares e três não foram localizados. Segundo a decisão, ainda havia registros de saques de benefícios apontados como fraudulentos até 31 de julho.

A Operação Leste do Espinhaço foi deflagrada em 25 de agosto, com 91 medidas judiciais em nove cidades de Minas Gerais e em São Gabriel da Palha (ES). A investigação também deverá apurar outros envolvidos e possível lavagem dos valores desviados.

Salário mínimo pode chegar a R$ 1.741 em 2027; veja o impacto em Alagoas

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Projeção do governo federal indica aumento de R$ 120 sobre o piso atual, mas valor ainda depende da inflação e da aprovação do Orçamento


Foto: Reprodução

Trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais em Alagoas poderão ter o salário mínimo elevado para R$ 1.741 a partir de janeiro de 2027. A estimativa representa um aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, de R$ 1.621.

A projeção foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (24), e deverá constar na proposta de Orçamento que o governo federal enviará ao Congresso Nacional até 31 de agosto. O valor representa uma alta estimada em 7,4%.

Caso seja confirmado, o novo piso também deverá reajustar aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vinculadas ao salário mínimo, além do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Outros pagamentos que têm o piso nacional como referência também poderão ser afetados, como o seguro-desemprego e o abono salarial. Para os microempreendedores individuais (MEIs), a contribuição previdenciária mensal também deverá aumentar.

O valor de R$ 1.741 ainda é uma projeção e poderá sofrer alterações. O cálculo definitivo dependerá do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2026. A proposta será analisada pelo Congresso, e o novo piso deverá ser definido em dezembro.

Beneficiários do Bolsa Família, BPC e Fies são impedidos de manter contas em bets

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Sistema cruza CPFs para identificar usuários com restrição; contas já existentes devem ser encerradas e eventual saldo devolvido


Foto: Agência Brasil

Beneficiários do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Fies, além de participantes de programas de renegociação de dívidas, estão impedidos de abrir ou manter contas em plataformas de apostas licenciadas no Brasil.

A restrição decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Para colocá-la em prática, o Serpro desenvolveu o módulo Impedidos, integrado ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap). Desde outubro de 2025, mais de 3 milhões de pessoas já tiveram o acesso barrado.

A identificação ocorre pelo CPF. As casas de apostas autorizadas consultam o sistema no momento do cadastro e no primeiro acesso diário do usuário. A ferramenta informa automaticamente a existência da restrição e a condição responsável pelo impedimento.

Caso a restrição seja identificada em uma conta que já estava ativa, a plataforma terá até três dias para encerrá-la. Se houver dinheiro disponível, o saldo deverá ser devolvido integralmente ao titular.

O bloqueio é aplicado ao CPF, independentemente da origem do dinheiro que seria utilizado nas apostas. A restrição não provoca outra penalidade ao beneficiário, e a responsabilidade pelo cumprimento da medida cabe às plataformas de apostas.

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