Ministro do STF deu prazo de 15 dias para União, Banco Central e FGC detalharem os obstáculos à operação destinada a socorrer o banco
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| Foto: Carlos Moura/SCO/STF |
União, Banco Central (BC) e Fundo Garantidor de Crédito (FGC) terão 15 dias para explicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os obstáculos para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).
A determinação é do ministro Luiz Fux e foi assinada na quarta-feira (9/9). Depois das manifestações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá se pronunciar sobre o caso.
A operação busca cobrir parte das perdas relacionadas à compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB. Sem os recursos, a instituição pode enfrentar dificuldades para cumprir exigências regulatórias e ficar sujeita à liquidação pelo Banco Central.
O negócio entre as duas instituições é alvo de investigação no STF, diante da suspeita de pagamento de vantagens indevidas a executivos para aprovação da operação. O tamanho do prejuízo ainda não foi esclarecido, enquanto o BRB adia a divulgação do balanço.
O acordo para viabilizar o socorro foi homologado por Fux em maio, mas o dinheiro ainda não foi liberado. Entre os entraves estão dúvidas dos bancos sobre o plano do BRB e sobre as garantias vinculadas ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).






