Influenciador teria pressionado funcionárias sobre preferências políticas e ameaçado demitir uma delas; caso será encaminhado à Polícia Federal para apuração criminal
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| Foto: Reprodução Instagram/@ricoofi |
O Ministério Público Eleitoral em Alagoas (MPE) instaurou procedimento para apurar uma possível prática de coação eleitoral atribuída ao influenciador Rico Melquiades. O caso envolve um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (12/9).
Na gravação, quatro mulheres aparecem ao lado do influenciador, que questiona quem paga os salários delas e pergunta sobre preferências político-partidárias. Em determinado momento, uma das trabalhadoras é associada a um partido e ouve ameaças de demissão.
Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a situação não pode ser tratada como brincadeira quando envolve uma relação de trabalho. Segundo ele, emprego e salário não podem ser utilizados para pressionar trabalhadores por suas escolhas políticas.
O caso será encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal, diante de possível enquadramento no artigo 301 do Código Eleitoral. O MPE também pretende levar a situação à Justiça Eleitoral para buscar medidas que impeçam a continuidade ou repetição da conduta.
O Ministério Público Eleitoral reforçou que o voto é livre e secreto e que nenhum trabalhador é obrigado a revelar ao empregador sua escolha política. Denúncias de ameaças ou constrangimentos relacionados ao voto podem ser encaminhadas aos órgãos eleitorais, com provas como vídeos, áudios, fotos e links.
