Estudo nacional aponta redução da diferença de desempenho no 5º ano, mas revela dificuldades persistentes nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio
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| Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil |
A pesquisa, baseada em dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aponta que, em português, o percentual de estudantes da educação especial com aprendizagem adequada passou de 20,7% para 44,5%. Na educação regular, o índice subiu de 40,9% para 55,9%.
Em matemática, o avanço dos alunos da educação especial foi de 16,9% para 33,9%. Apesar dos resultados positivos no 5º ano, a diferença de aprendizagem aumentou no 9º ano e no 3º ano do ensino médio, etapas em que os índices continuam baixos, sobretudo em matemática.
O levantamento também identificou maior participação desses estudantes no Saeb. No 5º ano, o percentual passou de 61,6%, em 2013, para 74,4%, em 2023. No entanto, alunos com deficiência múltipla ainda enfrentam mais dificuldades para participar das avaliações.
Entre os desafios apontados pela pesquisa estão a formação dos professores e a acessibilidade nas escolas. Segundo a autora do estudo, Maria Laura Gomes, apenas 6,4% dos docentes têm formação continuada em educação especial, enquanto uma em cada quatro escolas brasileiras não possui estrutura de acessibilidade.
