Paralisação nacional continua por tempo indeterminado enquanto empresa e trabalhadores negociam; principal impasse envolve o plano de saúde da categoria
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| Foto: Correios |
A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado, mas uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade da estatal durante a paralisação.
A medida alcança setores essenciais ao funcionamento da cadeia postal, incluindo atendimento ao público, tratamento de encomendas, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte.
A paralisação começou na noite de quinta-feira (10/9), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa. Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e das Empresas de Comunicações (Findect), 35 assembleias aprovaram o movimento.
Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde destinado a funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que a proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo e previa reajuste pelo INPC nos salários e benefícios.
O dissídio coletivo será julgado pelo TST em 21 de setembro, às 13h30. Até lá, os Correios dizem adotar medidas para reduzir os impactos da paralisação, enquanto a empresa enfrenta dificuldades financeiras e busca um empréstimo de R$ 7 bilhões para sua reestruturação.
