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| Foto: Reprodução |
Protestos ocorrem na BR-101, em Joaquim Gomes, e na BR-423, em Água Branca; movimento também defende a demarcação de territórios indígenas
Indígenas da comunidade Wassu Cocal interditaram, na manhã desta quarta-feira (12), um trecho da BR-101, em Joaquim Gomes, na Zona da Mata de Alagoas. O ato integra uma mobilização nacional dos povos indígenas contra o marco temporal e pela demarcação dos territórios tradicionais.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia permanece interditada e, até o momento, não há previsão para a liberação da pista. O bloqueio afeta o tráfego em uma das principais rodovias de ligação de Alagoas.
Outro protesto foi registrado na BR-423, na região do povoado Maria Bode, em Água Branca, no Alto Sertão do estado. O trecho também foi bloqueado por indígenas durante a mobilização.
Participam dos atos representantes dos povos Katokinn, Karuazu e Jiripankó, de Pariconha; Koiupanká, de Inhapi; Kalankó, de Água Branca; e Kraunã, de Olho d’Água do Casado. Em Joaquim Gomes, a mobilização reúne integrantes da comunidade Wassu Cocal e ocorre em parceria com indígenas Xukuru-Kariri, de Palmeira dos Índios.
Além da defesa da demarcação dos territórios, as lideranças reivindicam mudanças na condução das discussões relacionadas ao marco temporal. Entre os pedidos está a realização dos debates de forma presencial, em vez do formato virtual adotado atualmente.
Julgamento no STF
O julgamento e a análise dos recursos relacionados ao marco temporal no Supremo Tribunal Federal (STF) começaram no dia 7 de agosto e têm previsão de prosseguir até o dia 18 deste mês.
O marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas teriam direito à demarcação apenas das terras que ocupavam ou que estavam sob disputa judicial em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.
