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Exames podem esclarecer se motorista estava sob efeito de álcool antes de atropelamento em Maceió

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Polícia Científica coletou sangue e humor vítreo de José Hilton Dastro; análises também vão investigar a presença de outras substâncias no organismo


Foto: Reprodução

A Polícia Científica de Alagoas informou nesta segunda-feira (14) que coletou amostras biológicas de José Hilton Dastro, de 53 anos. O motorista morreu após ser agredido por populares depois do atropelamento que matou uma criança no Vergel do Lago.

Durante a necropsia, foram recolhidas amostras de sangue e humor vítreo. O material será analisado para verificar a presença de álcool ou outras substâncias e pode ajudar a esclarecer o estado clínico do condutor.

Os exames serão realizados pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense. A previsão é que os resultados sejam concluídos em cerca de uma semana após o recebimento das amostras.

No local do atropelamento, equipes do Instituto de Criminalística de Maceió também fizeram levantamentos. Segundo a perícia, não havia marcas de frenagem, o velocímetro não registrava a velocidade e não foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas no veículo.

Os laudos e demais elementos da investigação deverão auxiliar na reconstrução da dinâmica do acidente. As informações seguem sob sigilo, e os exames nos corpos da criança e do motorista já foram concluídos e liberados para sepultamento.

Novas regras da Anac permitem suspensão de passageiros por até 12 meses

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Medida entrou em vigor nesta segunda-feira (14) e prevê punições para comportamentos que comprometam a segurança ou a ordem em aeroportos e aeronaves


Foto: Reprodução/Agência Brasil

Entraram em vigor nesta segunda-feira (14) as novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para passageiros que adotarem comportamentos capazes de comprometer a segurança, a ordem ou a integridade de pessoas.

A Resolução Anac nº 800/2026 prevê a suspensão do direito de embarque em voos domésticos por até 12 meses. O período dependerá da gravidade da conduta registrada.

Em situações de indisciplina, companhias aéreas e operadores aeroportuários poderão advertir, acionar a polícia, retirar passageiros da aeronave e adotar medidas de contenção. Casos graves ou gravíssimos podem resultar na interrupção do transporte.

As empresas também compartilharão informações necessárias para identificar passageiros suspensos. A punição será aplicada pela companhia responsável pela ocorrência, que deverá comunicar o passageiro e assegurar seu direito de defesa.

A norma estabelece ainda sanções administrativas. Para infrações graves ou gravíssimas, a multa-base definida pela Anac é de R$ 17,5 mil, com possibilidade de ajuste conforme as circunstâncias analisadas no processo administrativo.

Patrimônio Vivo; perda de Mestre Geraldo deixa legado na cultura popular de Alagoas

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Mestre foi reconhecido pelo Estado em 2024 e dedicou décadas à preservação de tradições como Coco de Roda, Maracatu, Baianas, Toré de Índio e Quilombo


Foto: Divulgação

A cultura popular de Alagoas perdeu, no último sábado (12), uma de suas referências. Geraldo José da Silva, o Mestre Geraldo, morreu em Maceió após construir uma trajetória dedicada à preservação das tradições populares.

Nascido na capital alagoana, Mestre Geraldo dedicou décadas à transmissão de saberes e manifestações culturais. Sua atuação esteve ligada ao Coco de Roda, Maracatu, Baianas, Toré de Índio e Quilombo, entre outras expressões.

No Vergel do Lago, onde teve atuação marcante, o mestre contribuiu para manter vivas tradições que integram a identidade da comunidade. Seu trabalho ajudou a aproximar diferentes gerações dessas manifestações culturais.

Em 2024, a trajetória de Mestre Geraldo foi reconhecida pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, com o título de Patrimônio Vivo do Estado.

A homenagem consolidou o reconhecimento a um trabalho construído ao longo de décadas. Com sua partida, Alagoas perde um dos nomes dedicados à preservação e à transmissão dos saberes que formam a cultura popular alagoana.

STF retira sigilo de processo sobre pagamentos ligados a Vorcaro antes de julgamento

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Decisão de André Mendonça ocorre às vésperas de análise sobre possível investigação envolvendo Alexandre de Moraes


Foto: Banco Master/Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14/9) o sigilo de um processo relacionado à rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A medida ocorreu após determinação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia defendido a retirada do segredo judicial que ainda permanecia sobre o processo.

Com a decisão, foram tornadas públicas 54 linhas de investigação relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras envolvendo Vorcaro. O caso ganhou novos desdobramentos após dados extraídos do celular do ex-banqueiro.

Entre os materiais estão 52 mensagens que, segundo a Polícia Federal (PF), teriam sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes entre 2023 e novembro de 2025. O conteúdo inclui referência a um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O caso será analisado pelo STF em meio ao conflito entre ministros da Corte. Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça, enquanto Fachin marcou para 23 de setembro o julgamento do pedido. Antes disso, o plenário também deverá analisar outros desdobramentos relacionados ao processo.

Assédio e coação eleitoral têm diferenças e podem gerar punições distintas

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Condutas podem ocorrer no ambiente de trabalho ou durante a disputa política e possuem características e consequências previstas na legislação


Foto: Ilustração

O assédio relacionado às eleições pode ocorrer de diferentes formas e não deve ser confundido com a coação eleitoral. As condutas possuem características próprias e podem resultar em consequências distintas, conforme a situação e a legislação aplicável.

Uma das modalidades de assédio é considerada crime eleitoral e está relacionada a ações para impedir candidaturas femininas ou dificultar o exercício de mandato por mulheres. Outra ocorre nas relações de trabalho, com natureza cível-trabalhista e possibilidade de indenização aos trabalhadores ou reparação destinada a fundo específico.

Já a coação eleitoral ocorre quando alguém tenta obrigar outra pessoa a votar ou deixar de votar em determinado candidato. A prática pode envolver ameaça ou constrangimento para influenciar a escolha do eleitor.

A principal diferença está na forma como a pressão é exercida. No assédio, a conduta pode ocorrer sem uma ameaça direta, inclusive por meio de imposições ou constrangimentos. Na coação, há uma tentativa de impor determinada escolha eleitoral.

No caso da coação eleitoral, a legislação prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Dependendo da conduta analisada, também podem existir consequências na Justiça Eleitoral, como multas, perda de mandato e inelegibilidade por até oito anos.

Greve dos Correios segue com 80% do efetivo exigido pelo TST; julgamento será no dia 21

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Paralisação nacional continua por tempo indeterminado enquanto empresa e trabalhadores negociam; principal impasse envolve o plano de saúde da categoria


Foto: Correios

A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado, mas uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade da estatal durante a paralisação.

A medida alcança setores essenciais ao funcionamento da cadeia postal, incluindo atendimento ao público, tratamento de encomendas, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte.

A paralisação começou na noite de quinta-feira (10/9), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa. Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e das Empresas de Comunicações (Findect), 35 assembleias aprovaram o movimento.

Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde destinado a funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que a proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo e previa reajuste pelo INPC nos salários e benefícios.

O dissídio coletivo será julgado pelo TST em 21 de setembro, às 13h30. Até lá, os Correios dizem adotar medidas para reduzir os impactos da paralisação, enquanto a empresa enfrenta dificuldades financeiras e busca um empréstimo de R$ 7 bilhões para sua reestruturação.

PF pede quebra de sigilos de secretário de JHC em investigação sobre R$ 97 milhões do Iprev

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Medida atinge João Felipe Borges, titular da Fazenda de Maceió, e busca esclarecer operações envolvendo recursos do instituto de previdência no Banco Master


Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de João Felipe Alves Borges, secretário da Fazenda de Maceió na gestão de JHC, no âmbito da investigação que apura a aplicação de R$ 97 milhões do Iprev no Banco Master. As informações são do 082 Notícias. 

Segundo a apuração policial, o acesso aos dados pretende auxiliar na reconstrução do caminho dos recursos, identificação de transferências e possíveis contrapartes, além da análise da evolução patrimonial e de eventual existência de vantagens relacionadas às operações.

Borges integra o Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). Conforme documentos mencionados na investigação, ele também atuou anteriormente no sistema previdenciário de Campos dos Goytacazes (RJ), período relacionado à Operação Rebote.

A Polícia Federal também citou a empresa Crédito & Mercado, que participou como intermediária das operações com o Banco Master. De acordo com o relatório policial, a empresa já havia sido mencionada em investigação envolvendo o instituto de previdência de Campos dos Goytacazes.

A investigação ainda está em andamento e não representa, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade dos citados. Os pedidos de acesso aos dados fazem parte das diligências para esclarecer as operações, que envolveram R$ 80 milhões aplicados em dezembro de 2023 e R$ 17 milhões em maio de 2024. A defesa dos envolvidos poderá se manifestar nos autos.

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