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PM pode ser condenado por suposta recusa em limpar banheiro de quartel em São Paulo

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Soldado afirma que pediu a ordem por escrito e nega insubordinação; Ministério Público defende condenação de militar que responde ao processo em liberdade

Foto: reprodução

O soldado Emanuel Henrique da Silva, de 32 anos, pode receber pena de até dois anos de detenção por supostamente se recusar a limpar um banheiro do quartel em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. O julgamento foi marcado para esta quarta-feira (28), no Tribunal de Justiça Militar.

O caso ocorreu em outubro de 2025, quando o tenente Éder Franco Brandão determinou que o militar, escalado para serviços administrativos, limpasse o banheiro usado por cabos e soldados. Emanuel teria solicitado que a ordem fosse formalizada por escrito, o que o superior considerou desnecessário.

O soldado chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto no dia seguinte, após audiência de custódia. Ele afirma que tentou realizar a tarefa, mas encontrou outro policial usando o banheiro. Também sustenta que passou a receber serviços de limpeza após questionar a regularidade de uma obra na unidade, acusação negada pelo tenente.

O Ministério Público considera que a ordem era legítima e pede a condenação do militar. Já a defesa afirma que não houve recusa deliberada, aponta divergências nos depoimentos e pede absolvição por falta de provas e por entender que a conduta não configura crime militar.

Em nota, o advogado Abelardo Julio da Rocha questionou a escolha do soldado para a tarefa e afirmou que pedir a formalização de uma ordem não deve ser confundido com crime militar. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não se manifestou até a publicação da reportagem.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:

Em nota, o advogado Abelardo Julio da Rocha afirma que Emanuel não recusou a ordem de limpeza, mas pediu sua formalização por escrito e manifestou disposição para cumpri-la. A defesa aponta divergências nos depoimentos e sustenta que não há prova segura de insubordinação deliberada.

O defensor também questiona a escolha individual do soldado para a tarefa, sem comprovação de escala ou critérios impessoais. A defesa pede a absolvição por entender que a conduta não constitui crime e que as provas são insuficientes. "Não se pode confundir o pedido de formalização de uma ordem com a prática de um crime militar", afirma.


Mulher resgatada em posto de SP relata abusos durante viagem em van clandestina que saiu de Alagoas

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Vítima de 29 anos pediu socorro por meio de um bilhete durante parada para abastecimento; três homens foram presos em flagrante.

Foto: Reprodução

Uma mulher de 29 anos foi resgatada pela Polícia Militar após pedir ajuda em um posto de combustíveis em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Ela viajava em uma van clandestina que saiu de Alagoas com destino a Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Segundo informações iniciais, a vítima teria sido dopada com bebidas misturadas a medicamentos e sofrido abusos sexuais durante o trajeto. Ela embarcou com outros 12 passageiros, que desembarcaram no centro de São Paulo.

O socorro ocorreu durante uma parada para abastecimento. Na loja de conveniência, a mulher fingiu estar com fome e escreveu um bilhete pedindo ajuda. Um funcionário encontrou a mensagem e acionou a Polícia Militar antes que os suspeitos impedissem o pedido de socorro.

Três homens foram presos em flagrante. De acordo com as informações da ocorrência, eles deverão responder por estupro de vulnerável e cárcere privado. Um dos detidos já possuía antecedentes criminais.

A vítima foi encaminhada a uma unidade hospitalar e a um serviço de assistência social da região metropolitana de São Paulo para receber atendimento médico e apoio especializado.

Alagoana tem corpo esquartejado após ser assassinada em SP; companheiro confessa crime

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Samara Ellen da Silva, de 26 anos, foi identificada após parte do corpo ser encontrada na represa Guarapiranga


Foto: Reprodução

Uma alagoana de 26 anos foi assassinada em São Paulo. Samara Ellen da Silva foi identificada após parte do corpo ser encontrada na represa Guarapiranga, em agosto. O companheiro dela, Natan Roberto de Oliveira Silva, confessou o crime.

Segundo o depoimento do suspeito à polícia, o relacionamento com Samara começou em junho e durou menos de um mês. Ele afirmou que o assassinato ocorreu após uma discussão e relatou ter levado partes do corpo até a represa.

A investigação começou depois que pedestres encontraram parte de um corpo boiando na represa, em 3 de agosto. Cerca de uma semana depois, exames realizados pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt confirmaram a identidade da vítima.

Os policiais chegaram ao suspeito após localizar uma ex-companheira de Samara. Ela contou ter recebido, em julho, uma ligação de um homem afirmando que a vítima estaria causando problemas. Mensagens enviadas por Natan à mãe de Samara também foram analisadas.

Natan foi preso temporariamente por 30 dias em um imóvel no Capão Redondo. Segundo a Polícia Civil, ele já tinha registros por estupro e violência doméstica. A corporação informou que deve contar com o Corpo de Bombeiros para tentar localizar outras partes do corpo.

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