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Anvisa aprova Wegovy em comprimidos para tratamento da obesidade no Brasil

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Nova versão da semaglutida será de uso diário e teve registro baseado em estudo que apontou perda média de peso superior a 13% em 64 semanas



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4/11), o registro do Wegovy (semaglutida) em comprimidos. Até então, o medicamento era disponibilizado no Brasil apenas na versão injetável, aplicada sob a pele.

A nova apresentação prevê uso diário, com aumento gradual da dosagem: início com 1,5 mg, seguido por 4 mg e 9 mg, até alcançar a dose de manutenção de 25 mg. O comprimido deve ser ingerido em jejum, com pouca água, e o paciente precisa esperar pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou outros medicamentos.

O produto é indicado para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a outras condições de saúde, como complemento à alimentação equilibrada e à prática de atividade física. Segundo a Anvisa, a semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão de alimentos, contribuindo para a redução do peso e a melhora de indicadores metabólicos.

A aprovação teve como base o estudo clínico OASIS 4, que acompanhou adultos com obesidade ou sobrepeso e comorbidades durante 64 semanas. Nesse período, os participantes tratados com a dose oral de 25 mg apresentaram perda média de peso superior a 13%, além de melhora em marcadores de saúde cardiometabólica.

A nova formulação amplia as possibilidades de tratamento e permite, quando houver indicação clínica, a transição entre as versões oral e injetável. A obesidade é considerada uma doença crônica e multifatorial, associada a problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e apneia do sono.

Anvisa aprova cinco novas canetas para diabetes e obesidade

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Novos registros elevam para 19 o número de canetas autorizadas em 2026; produtos ainda dependem da definição de preços antes de chegar às farmácias

Foto: Agencia Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira (29), cinco novas canetas à base de liraglutida e semaglutida, usadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Com as autorizações, chega a 19 o total de produtos aprovados neste ano.

Entre as novidades estão Aribet, indicado para diabetes, e Lyrza e Wylovol, voltados ao tratamento da obesidade, todos com liraglutida. Já Embeltah e Sevema contêm semaglutida e foram aprovados para diabetes tipo 2.

Os medicamentos ainda precisam passar por etapas regulatórias, incluindo a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), antes de chegar às farmácias.

A escolha do tratamento deve considerar o diagnóstico, as condições de saúde, os possíveis efeitos colaterais e a capacidade de manter o uso a longo prazo. Náuseas, dor abdominal, refluxo e alterações intestinais estão entre as reações associadas a essas substâncias.

A liraglutida geralmente exige aplicação diária, enquanto semaglutida e tirzepatida costumam ser administradas semanalmente. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, segue protegida por patente no Brasil, segundo as informações apresentadas no texto.

Pesquisa aponta hipertensão em 28,3% de crianças e adolescentes no Brasil

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Levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia também identificou excesso de peso, sedentarismo e uso prolongado de telas entre os jovens avaliados.

Foto: Agencia Brasil

A hipertensão atinge 28,3% das crianças e adolescentes de até 18 anos avaliados em uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Outros 11,6% apresentam pré-hipertensão, segundo o levantamento Brasil Coração Saudável.

Realizado entre 3/6 e 7/10, o estudo analisou 6.092 jovens de 38 escolas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. A pressão alta foi mais frequente entre meninos de 15 a 18 anos, com 40,7%, e menores de 7 anos, com 39,1%.

O excesso de peso também chamou atenção: 19,5% dos participantes tinham sobrepeso e 13,6%, obesidade. Entre os jovens com obesidade, 48,4% apresentavam hipertensão. O índice chegou a 60,5% entre os participantes obesos de 15 a 18 anos.

Para o cardiologista Álvaro Avezum, coordenador do projeto, a baixa atividade física, a alimentação inadequada e o estresse podem elevar o risco cardiovascular. A combinação desses fatores favorece problemas como obesidade e hipertensão arterial.

O levantamento ainda mostrou que 59% dos jovens passam mais de três horas por dia diante de telas, enquanto 66% praticam apenas de uma a duas horas semanais de atividade física. Celulares e televisores são os dispositivos mais utilizados, citados por 86% e 80% dos participantes, respectivamente.

SUS vai distribuir “canetas emagrecedoras” para pacientes com obesidade

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Ministério da Saúde avalia resultados do uso de semaglutida e prepara protocolo clínico para definir a oferta dos medicamentos


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, serão ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com obesidade. A medida será definida a partir de estudos e de um protocolo clínico.

O Ministério da Saúde informou que os primeiros resultados de um estudo com semaglutida, realizado no Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, foram considerados positivos. Os pacientes selecionados começaram a utilizar o medicamento em junho.

Ao todo, 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades serão acompanhados por especialistas. Segundo o ministério, o estudo busca garantir segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento médico contínuo.

Entre os casos analisados estão pacientes que aguardam cirurgia bariátrica. A pesquisa pretende avaliar se o uso da medicação pode controlar a obesidade a ponto de tornar o procedimento desnecessário.

O estudo também acompanha possíveis efeitos sobre problemas cardíacos e a reincidência de câncer de mama. A oferta dos medicamentos pelo SUS dependerá dos resultados das avaliações e da definição do protocolo clínico.

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