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Justiça condena empresa por destruir manguezal e restinga em condomínio de luxo em Marechal Deodoro

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Intervenções atingiram 312,69 m² de vegetação nativa às margens da Laguna Mundaú, mesmo após embargo ambiental e acordo para recuperação da área

Foto: Assessoria MPF

A Justiça Federal condenou uma empresa e sua administradora pela destruição e aterramento de 312,69 m² de manguezal e restinga no Condomínio Laguna, em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. A área fica às margens da Laguna Mundaú.

A sentença foi proferida em 14/10 pelo juiz Raimundo Alves de Campos Júnior, da 13ª Vara Federal em Alagoas. A empresa deverá recuperar o trecho degradado e pagar 150 dias-multa. A decisão ainda pode ser contestada.

A administradora recebeu penas de um ano e nove meses de reclusão e sete meses e 25 dias de detenção, em regime aberto, além de multa. As penas privativas de liberdade foram substituídas por serviços comunitários e restrições a locais a serem definidos pela Justiça.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as intervenções ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2024, mesmo após autuação, embargo e assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Perícia apontou perda de vegetação, destruição de habitats e risco de erosão na margem da laguna.

A empresa deverá executar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, acompanhado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL). Em outra ação, o MPF pede R$ 200 mil por danos morais coletivos e a proibição de novas intervenções irregulares na área.

Futuro do Colégio de Aplicação entra na mira do MPF após impasse entre Ufal e Prefeitura de Maceió

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Reunião com universidade, Prefeitura de Maceió e comunidade escolar tratou da estrutura da unidade, retorno de servidores e reclamações das famílias

Foto: Acessoria

O Ministério Público Federal (MPF) reuniu, na quarta-feira (7), representantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), da Prefeitura de Maceió e da comunidade escolar para discutir problemas no Colégio de Aplicação Professora Telma Vitória.

Entre os encaminhamentos, a direção deverá informar ao MPF, até 30 de outubro, como será o funcionamento da unidade em 2027. As famílias também serão chamadas para discutir a decisão de não ampliar as turmas do Ensino Fundamental.

A situação dos profissionais também foi debatida. Em julho, após a Prefeitura determinar o retorno de servidores municipais que atuavam no colégio, a direção alertou a Reitoria da Ufal sobre um possível “colapso operacional”.

O MPF também acompanha reclamações de pais sobre decisões administrativas e comunicação. A procuradora Júlia Cadete afirmou que o órgão continuou recebendo manifestações mesmo após a criação provisória do Conselho Escolar.

A Ufal informou que mantém tratativas com a Prefeitura sobre os profissionais. A universidade terá até 30 de outubro para apresentar ao MPF os resultados das negociações.

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