Inquérito apura possíveis danos ambientais em trecho de 422 metros da costa; ICMBio apontou erosão e recomendou a retirada das construções
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| Foto: Reprodução |
Em vistoria, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) identificou construções com materiais rígidos que podem dificultar a passagem de banhistas na maré alta e provocar o bloqueio do trajeto durante marés mais intensas. A área fica na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais.
O relatório técnico também apontou possível agravamento da erosão costeira e riscos de acidentes. Entre as recomendações estão a retirada de muros, pedras e cercas, a recuperação da faixa de areia e da vegetação de restinga e a elaboração de um plano de recuperação ambiental.
A investigação também identificou divergências entre a autorização emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e as estruturas encontradas. O documento previa uma contenção não rígida, com bolsas de areia, enquanto imagens apresentadas pelo órgão mostrariam construções de materiais rígidos.
A procuradora da República Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara determinou que o IMA preste esclarecimentos em 15 dias. Os responsáveis pelo empreendimento também serão notificados para se manifestar. O inquérito busca esclarecer a legalidade das intervenções e os possíveis impactos ambientais e à circulação na praia.
