Influenciador é réu em processo que investiga suposto desvio de insumos químicos entre 2014 e 2020; defesa ainda deve apresentar suas alegações finais
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| Foto: Reproduç~so/Redes Sociais |
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O órgão apresentou suas alegações finais, última etapa de manifestação antes da análise do caso pela Justiça.
Com a entrega do documento, as defesas dos réus deverão ser notificadas para apresentar suas próprias alegações finais. Conforme as informações divulgadas, o prazo previsto para essa etapa é de 30 dias.
Relembre a investigação
Cariani responde a um processo por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. A denúncia foi aceita pela Justiça paulista após investigação da Operação Heinsberg, conduzida pela Polícia Federal.
O caso envolve a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual o influenciador e a empresária Roseli Dorth são sócios. Segundo a investigação, a companhia teria fornecido produtos químicos destinados ao tráfico e utilizado notas fiscais para dissimular as operações.
Suspeita de fraude em notas fiscais
De acordo com a denúncia, o suposto esquema teria funcionado entre 2014 e 2020. As notas fiscais indicariam vendas de insumos para empresas farmacêuticas, incluindo a AstraZeneca, que afirmou aos investigadores não ter comprado os produtos da Anidrol.
A apuração também apontou a participação de pessoas que fariam depósitos em dinheiro para fornecedores, simulando vínculos com empresas farmacêuticas. A investigação identificou 60 transações suspeitas e o possível desvio de 12 toneladas de produtos químicos que poderiam ser usados na produção e adulteração de cocaína e crack.
Além de Cariani, outras quatro pessoas respondem ao processo pelos crimes apontados pelo Ministério Público. O pedido de condenação ainda será analisado pela Justiça, e a apresentação da acusação não representa uma condenação definitiva.
