Mobilização do 7 de Setembro chegou à 32ª edição e levou reivindicações sociais às ruas da capital alagoana nesta segunda-feira (7)
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| Foto: Lucas Gabriel |
Moradores de Maceió e região participaram, nesta segunda-feira (7), da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. A mobilização começou na Praça dos Sinimbu, no Centro, como contraponto popular aos desfiles oficiais da Independência.
Realizado em várias cidades brasileiras, o ato promove discussões sobre soberania nacional e as condições de vida, trabalho e dignidade da classe trabalhadora. Em Maceió, a programação deste ano adotou o tema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”.
Entre as pautas levantadas estão o combate ao feminicídio, ao racismo, ao machismo e à LGBTfobia. Os participantes também defendem moradia digna, reforma agrária e garantia do direito à terra para comunidades em situação de vulnerabilidade.
Durante o ato, Carlos Lima, coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra, citou comunidades afetadas por problemas de realocação. “Flexais, Bom Parto e Rua Marques de Abrantes estão isolados, ilhados, sem voz para gritar à sociedade alagoana”, afirmou.
A mobilização também reúne reivindicações relacionadas ao trabalho e às políticas públicas, como o fim da escala 6x1, a taxação dos super-ricos e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da educação pública, gratuita e de qualidade.
A concentração teve início às 8h30, na Praça Sinimbu, e o percurso segue em direção à orla de Maceió. Durante o trajeto, os participantes levam às ruas debates sobre desigualdade, moradia, emprego, reforma agrária e direitos sociais.
