Ex-prefeito rompe com grupo que o bancou, larga a Emater e corre para os braços de JHC de olho no poder
O ex-prefeito de União dos Palmares, Areski Damara de Omena Freitas Júnior, o Kil de Freitas, protagoniza um dos episódios mais explícitos de traição política recente em Alagoas.
Depois de anos sendo beneficiado, apadrinhado e sustentado politicamente pelo grupo liderado por Renan Calheiros e Renan Filho, Kil simplesmente virou as costas para quem lhe deu base, espaço e sobrevivência política. Sem rodeios: mudou de lado.
Não se trata de divergência ideológica — até porque nunca houve clareza nesse campo. O que se vê é um movimento frio, calculado e oportunista. Kil abandona o grupo no exato momento em que o cenário eleitoral começa a favorecer outro polo de poder.
A passagem pela Emater escancara ainda mais esse comportamento. Alçado à presidência do órgão com o aval do governo ligado aos Calheiros, Kil sequer consolidou sua atuação antes de sair pela porta dos fundos. O cargo, que deveria ser instrumento de políticas públicas, virou apenas peça de reposicionamento político.
Agora, o ex-prefeito se aproxima do prefeito de Maceió, JHC, pré-candidato ao Governo de Alagoas, numa tentativa evidente de se manter relevante no jogo eleitoral. A movimentação acontece justamente diante da perspectiva de disputa contra Renan Filho, antigo aliado — o que torna a mudança ainda mais simbólica e, para muitos, revoltante.
Nos bastidores, o sentimento é de que Kil não apenas mudou de lado, mas rompeu qualquer compromisso político ou lealdade mínima. Para críticos, trata-se de um político que usa grupos como trampolim e descarta alianças assim que enxerga vantagem em outro palanque.
A verdade é dura: Kil de Freitas não reinventou sua trajetória — apenas confirmou um padrão. Na política alagoana, há quem construa história. E há quem simplesmente troque de lado quando convém.
E, neste caso, a troca veio com todos os elementos de uma traição escancarada.
