Inspeções vão identificar rachaduras e deformações nas construções e comparar os registros com dados de monitoramento da região afetada pela mineração da Braskem
![]() |
| Foto: Jonathan Lins/Secom Maceió |
As equipes vão procurar rachaduras, fissuras e deformações em paredes e pisos. Os registros serão comparados com informações de equipamentos de monitoramento e imagens de satélite para avaliar possíveis alterações nas construções.
O trabalho é conduzido pelo Comitê de Acompanhamento Técnico (CAT), com participação das defesas civis de Maceió e Nacional, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Instituto Biodiversidade e Clima (Ibioclima), da Braskem e de consultorias especializadas.
Segundo o engenheiro civil Guilherme Henrique, integrante do comitê, a presença isolada de rachaduras, infiltrações ou outros problemas estruturais não comprova que um imóvel esteja sendo afetado pelo afundamento. Os sinais precisam ser analisados junto aos dados técnicos disponíveis.
Na campanha encerrada em maio, 2.216 imóveis foram visitados, mas apenas 704 passaram por vistorias completas. Em outros 1.217, não havia moradores no momento da visita, enquanto em 295 os residentes não autorizaram a entrada das equipes. A nova etapa permitirá comparar os registros e avaliar a necessidade de investigações adicionais.
