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Moradora de Santo Antônio da Lavagem denuncia suspeita de falsidade ideológica durante reintegração

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Segundo ela, um homem se apresentou como oficial de Justiça cerca de 15 dias antes da ação


Foto: Reprodução

Maria Jaqueline, moradora e liderança de Santo Antônio da Lavagem, em União dos Palmares, denunciou uma possível irregularidade durante o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse. Segundo ela, um homem se apresentou como oficial de Justiça cerca de 15 dias antes da ação.

De acordo com Jaqueline, a pessoa que compareceu posteriormente era diferente da primeira. Ela afirma que não assinou nenhum documento e que o homem que esteve no local inicialmente mostrou um distintivo ao se identificar como oficial de Justiça.

A moradora também questionou o direcionamento do documento ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ela declarou que nasceu e foi criada na comunidade, onde sua família vive há gerações.

Jaqueline afirmou que existem imagens das duas visitas e que pretende buscar esclarecimentos junto à Justiça responsável pela ação. A suspeita de falsidade ideológica ainda precisa ser apurada, e não há confirmação de que alguma irregularidade tenha sido cometida.

Município não sabia de reintegração em Santo Antônio da Lavagem e vai buscar acolhimento para famílias, diz vereador Elvinho

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A preocupação é garantir assistência aos moradores que precisam deixar suas casas durante o cumprimento da ordem judicial


Foto: Reprodução

O vereador Elvinho, de União dos Palmares, acompanhou nesta quarta-feira (14/10) a reintegração de posse em Santo Antônio da Lavagem. Segundo ele, o município não tinha conhecimento prévio da ação e, por isso, não mobilizou antecipadamente os órgãos de assistência social e proteção à infância.

O parlamentar afirmou que o prefeito Júnior Menezes e representantes do município vão buscar alternativas para acolher as famílias atingidas. A preocupação é garantir assistência aos moradores que precisam deixar suas casas durante o cumprimento da ordem judicial.

Elvinho destacou que algumas famílias vivem na comunidade há 40 ou 50 anos e ressaltou a presença de idosos e crianças. Ele também afirmou que os moradores não invadiram as casas e defendeu que a situação seja analisada considerando a realidade de quem vive no local há décadas.

O vereador fez um apelo ao proprietário da fazenda, identificado por ele como doutor Guilherme, para que tenha sensibilidade diante da situação e considere alternativas para resolver o impasse. Para Elvinho, a reintegração envolve uma questão social que exige diálogo e atenção às famílias.

“Irregular”: morador denuncia falta de assistência durante reintegração em Santo Antônio da Lavagem

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Morador afirma que faltaram ambulância e suporte social durante a ação e relata que pessoas passaram mal e precisaram ser socorridas


Foto: Reprodução

O morador David acompanhou a reintegração de posse em Santo Antônio da Lavagem, em União dos Palmares, e criticou a condução da ação. Ele afirma que faltou suporte de assistência social e atendimento de saúde, apesar de moradores terem passado mal durante o cumprimento da ordem judicial.

Segundo o homem, pessoas com problemas de saúde, crianças e mulheres em recuperação precisaram de atenção. Ele relatou que moradores foram encaminhados ao hospital e questionou a realização da ação sem a estrutura necessária para atender possíveis emergências.

O denunciante defendeu que operações desse tipo contem com ambulância, assistência social e Conselho Tutelar, principalmente diante da presença de crianças, idosos e pessoas com condições de saúde específicas. Para ele, a falta de suporte deixou as famílias em situação de vulnerabilidade.

David também ressaltou que muitos moradores vivem na comunidade há mais de 20 ou 30 anos e demonstrou preocupação com o destino das famílias, especialmente das crianças. Ele afirmou que os moradores pretendem buscar a Justiça para questionar a forma como a reintegração foi realizada.

“Para onde vai essa multidão de gente?”, questiona moradora durante reintegração na antiga Usina Laginha

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Dona Marilene relata preocupação com famílias retiradas de casas na comunidade Santo Antônio da Lavagem, em União dos Palmares, e afirma que moradores foram surpreendidos pela ordem judicial


Foto: Reprodução

Moradores antigos da comunidade Santo Antônio da Lavagem, em União dos Palmares, estão deixando suas casas nesta quarta-feira (14/10), durante o cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse em uma área da antiga Usina Laginha.

Dona Marilene demonstrou preocupação com o destino das famílias que não têm outro imóvel para morar. Segundo ela, muitos sobrevivem com um salário mínimo e não teriam condições de arcar com o aluguel de outra residência.

“Para onde é que vai essa multidão de gente se não tem casa?”, questionou. Ela afirmou que seu filho está entre os moradores afetados e tem três crianças, mas não dispõe de outro lugar para onde ir.

A moradora também relatou que a ordem chegou de surpresa e que as famílias não tiveram tempo para se preparar. Embora reconheça que as casas são antigas, ela ressaltou que os imóveis representam a única moradia de muitos ocupantes.

Minha Casa, Minha Vida ganha R$ 500 milhões para ampliar descontos; veja as mudanças

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Recursos destinados às faixas 1 e 2 passam de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões e devem garantir novas contratações até o fim de 2026


Foto: Divulgação

O orçamento destinado aos descontos do Minha Casa, Minha Vida foi ampliado em R$ 500 milhões. Com a decisão, o montante disponível em 2026 passa de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões para atender famílias das faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 5.000.

A suplementação foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e busca garantir a continuidade das contratações e o atendimento da demanda até dezembro.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), cerca de R$ 7,8 bilhões dos recursos inicialmente previstos para este ano já haviam sido utilizados. A entidade havia apresentado a necessidade de reforço no orçamento.

O desconto com recursos do FGTS reduz o valor que as famílias precisam desembolsar na aquisição do imóvel, especialmente nos casos em que o financiamento não cobre todo o preço da moradia.

Dados apresentados pelo Ministério das Cidades mostram que 32,3 mil famílias receberam descontos apenas em julho, totalizando quase R$ 1,1 bilhão. Até aquele mês, mais de 200 mil famílias haviam sido contempladas em 2026.

A projeção do Ministério das Cidades é alcançar 376 mil famílias beneficiadas pelos descontos ao longo deste ano.

O programa também representa parcela relevante do mercado imobiliário. No segundo trimestre de 2026, 62.129 das 107.161 unidades lançadas estavam enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, equivalente a 58% do total. Segundo a Cbic e a Brain Inteligência Estratégica, foi a maior participação registrada desde o início do levantamento, em 2019.

A participação do programa também se destaca regionalmente. No Norte, 68% dos lançamentos e 67% das vendas do trimestre estavam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida. No Sudeste, foram 66% dos lançamentos e 58% das vendas.

O Conselho Curador do FGTS aprovou ainda a ampliação do prazo máximo de amortização de 20 para 30 anos em operações dos programas Pró-Moradia, Saneamento Básico, Pró-Transporte e Pró-Cidades.

Com a mudança, as operações de crédito realizadas com recursos do FGTS deverão observar prazo máximo de amortização de 30 anos. De acordo com o Ministério das Cidades, a alteração permite adequar os prazos dessas modalidades aos praticados em outras fontes de financiamento.

Condições do Minha Casa, Minha Vida

O programa está dividido em quatro faixas de renda. A faixa 1 contempla famílias com renda mensal de até R$ 3.200, com taxas anuais entre 4% e 5%.

A faixa 2 atende famílias com renda de R$ 3.200 a R$ 5.000, com juros anuais de 4,75% a 7%. Na faixa 3, a renda varia de R$ 5.000 a R$ 9.600, com taxas de 7,66% a 8,16%.

Já a faixa 4, destinada à chamada classe média, contempla renda familiar de R$ 9.600 a R$ 13 mil, com taxa anual de 10%.

Limites dos imóveis

Nas faixas 1 e 2, os imóveis podem chegar a cerca de R$ 275 mil. São unidades geralmente mais compactas, com dois dormitórios e foco na redução dos custos, sendo comuns em bairros mais afastados ou cidades menores.

Para a faixa 3, o limite informado é de até R$ 400 mil. Nessa categoria estão imóveis novos de padrão intermediário, geralmente com dois quartos e maior espaço, além de áreas de lazer.

Na faixa 4, o teto chega a R$ 600 mil. Os imóveis são de padrão médio, podem ter dois ou três dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em áreas mais valorizadas das grandes cidades.

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