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Operação Narcissus prende suspeito de usar cartões de terceiros para pagar procedimentos estéticos

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Investigação da Polícia Civil de Alagoas aponta uso de identidades falsas e dados bancários obtidos fraudulentamente para custear botox e harmonização facial na Bahia.

Foto: Assessoria

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta segunda-feira (19/10), a Operação Narcissus, que resultou na prisão de um homem investigado por utilizar cartões de crédito de terceiros para financiar procedimentos estéticos. O suspeito foi localizado na Bahia.

Segundo as investigações, ele teria recorrido a identidades falsas e dados de cartões obtidos de forma fraudulenta para realizar pagamentos em clínicas de estética e empresas de cosméticos.

Em um dos estabelecimentos investigados, foram identificadas 13 tentativas de pagamento com cartões pertencentes a outras pessoas.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Estelionatos, sob coordenação do delegado Dalberth Pinheiro, com investigações presididas pelos delegados Douglas Menezes e Miguel Britto.

A ação também contou com o apoio de setores de inteligência e planejamento operacional das polícias de Alagoas e da Bahia.

Pix ganha rastreamento ampliado contra golpes com nova versão do MED

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Ferramenta permite acompanhar o caminho do dinheiro transferido em fraudes, mas recuperação dos valores não é garantida

Foto: Ilustração


O Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0 permite ampliar o rastreamento de valores enviados por Pix em casos de fraude. Com a ferramenta, as instituições podem identificar possíveis caminhos percorridos pelo dinheiro após novas transferências.

O rastreamento, porém, não garante que os valores serão encontrados ou devolvidos. Se o dinheiro tiver sido sacado, transferido novamente ou não estiver mais disponível nas contas identificadas, a recuperação poderá ser dificultada.

Uma mudança operacional prevista para agosto foi adiada pelo Banco Central para 26 de outubro de 2026. A alteração envolve informações trocadas entre as instituições sobre o nível da transação no rastreamento e não modifica o funcionamento do MED 2.0.

Quando o MED pode ser utilizado

O MED é destinado a situações envolvendo fraude, golpe ou falha operacional do Pix. O mecanismo não serve para cancelar uma transferência feita por arrependimento, erro de chave ou valor, nem para resolver simples conflitos comerciais sem indícios de fraude.

Após a contestação, os bancos que receberam os recursos têm até sete dias para analisar a ocorrência. Se a fraude for confirmada e ainda houver dinheiro disponível, a devolução poderá ocorrer de forma total ou parcial.

O que fazer após cair em um golpe

Quem for vítima de fraude deve procurar o banco imediatamente e solicitar a abertura do MED. Embora o prazo para fazer o pedido possa chegar a 80 dias, comunicar o caso rapidamente aumenta as chances de encontrar recursos ainda disponíveis para bloqueio.

Os bancos devem oferecer, no próprio aplicativo, uma opção de autoatendimento para contestação de transações Pix. Também é importante guardar comprovantes, conversas, anúncios, dados do recebedor e demais registros relacionados ao golpe.

O consumidor também pode registrar um boletim de ocorrência. Depois da solicitação, a instituição financeira avaliará o caso e dará continuidade ao procedimento previsto pelo MED.

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