Carlos Henrique Ferreira Santos estava preso desde 2024 e teve a tese de negativa de autoria acolhida pelo Conselho de Sentença
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| Foto: Reprodução |
Carlos Henrique Ferreira Santos, acusado de ser o executor do assassinato do blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva, de 33 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri no fim da noite desta segunda-feira (5).
Preso preventivamente desde agosto de 2024, Carlos teve a tese de negativa de autoria acolhida pelos jurados. Segundo a TV Pajuçara/RECORD, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) deve recorrer da decisão.
Adriano Farias foi morto a tiros dentro do próprio carro em 18 de junho de 2024, em Junqueiro, no interior de Alagoas. Durante o julgamento, a promotora Adilza Freitas sustentou que o crime teve motivação política e afirmou que uma investigação busca identificar possíveis mandantes.
Entre os elementos apresentados pela acusação estava a informação de que Carlos teria buscado uma pistola calibre 9 mm na casa da ex-companheira um dia antes do homicídio. A promotoria também citou conversas anexadas ao processo, incluindo uma mensagem com a frase “pistoleiro não entrega não”.
A defesa sustentou que Carlos não estava no local do crime e apresentou uma tese de álibi. Segundo os advogados, depoimentos e comprovantes de pagamentos indicariam que ele estava em um restaurante, em Limoeiro de Anadia, no horário do assassinato. Durante o interrogatório, o réu negou participação no crime.
Com a decisão do Conselho de Sentença, Carlos foi absolvido. A investigação sobre possíveis mandantes e outros envolvidos continua em inquérito separado conduzido pela Polícia Civil.

