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MP apura morte de Amanda baleada por PM que já respondia por tentativa de homicídio em Maceió

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Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, morreu após ser atingida durante uma abordagem no Jacintinho; família contesta versão apresentada pela Polícia Militar

Foto: Reprodução

O Ministério Público instaurou procedimento para acompanhar a morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) no sábado (5), na Comunidade Aldeia do Índio, na região da Grota do Cigano, no Jacintinho, em Maceió.

Segundo a promotora Karla Padilha, o policial apontado como autor do disparo já responde a um processo por tentativa de homicídio. O primeiro caso ocorreu em 2024 e,mesmo com denúncia criminal e medidas restritivas determinadas pela Justiça,o agente continuava atuando ostensivamente na mesma região.

A promotora também questionou a ausência de registro da ocorrência na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ela, inicialmente foi buscada a existência de um auto de prisão em flagrante,mas o caso não teria chegado ao plantão da unidade.

Karla Padilha ressaltou que o Ministério Público não está afirmando que houve homicídio,mas considera necessário esclarecer a morte ocorrida durante o confronto policial. A promotora questionou ainda por que o caso não foi encaminhado para apuração pelo delegado de plantão.

A família de Amanda contesta a versão da PM. Segundo uma prima, a vítima voltava de uma barbearia acompanhada do filho de 11 anos quando se aproximou da abordagem. Ela afirma que houve uma discussão e que o policial teria empurrado Amanda antes de sacar a arma.

Ainda de acordo com o relato da familiar, Amanda não teria agredido o agente e foi atingida logo após dar um passo para trás. A prima também afirmou que a câmera corporal do policial teria sido desligada e cobrou a divulgação das imagens para esclarecer o que aconteceu.

Após o disparo,segundo a família,o policial teria colocado Amanda na viatura para levá-la ao atendimento. A prima afirma que testemunhas presenciaram a situação e que colegas do agente teriam demonstrado desespero após o tiro. A família pede justiça e sustenta que Amanda era mãe de família e trabalhadora.

Mãe é condenada a mais de sete anos por omissão em caso de violência contra filha em União dos Palmares

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Justiça entendeu que mulher tinha o dever de proteger a criança e não tomou providências suficientes diante dos sinais de violência identificados pela rede de proteção.


Foto: Assessoria

A 3ª Vara Criminal de União dos Palmares condenou uma mulher a sete anos, três meses e 23 dias de reclusão, além de três meses de detenção, pelos crimes de estupro de vulnerável por omissão relevante e maus-tratos. Ela não foi apontada como autora direta da violência sexual contra a filha.

O caso chegou à rede de proteção em outubro de 2019, quando a mãe levou a menina, então com cinco anos, para atendimento médico. Durante a consulta, uma profissional identificou sinais que levantaram suspeita de violência sexual e comunicou os serviços responsáveis pelo acompanhamento.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) passou a acompanhar a família. Segundo a acusação, consultas importantes para esclarecer a situação não foram realizadas e houve resistência ao acompanhamento oferecido pelas equipes de saúde e assistência social.

Durante uma visita domiciliar, profissionais também encontraram hematomas no rosto e no corpo de outra filha, que tinha três anos. Inicialmente, as marcas foram atribuídas a uma queda, mas relatos reunidos na investigação apontaram agressões atribuídas ao pai. A filha mais velha foi ouvida em depoimento especial e, segundo a acusação, indicou o próprio pai como responsável pela violência sexual.

A Justiça entendeu que a mãe tinha obrigação legal de proteger a filha e condições de agir para impedir a violência. A defesa, porém, alegou que ela vivia em contexto de violência doméstica, inclusive com relato de agressão durante uma gestação, seguida posteriormente de aborto, além de apresentar Transtorno Esquizotípico, classificado pela CID-10 como F21.

A defesa também afirmou que não havia elementos suficientes para demonstrar que a mulher pretendia permitir ou ocultar a violência. O Ministério Público sustentou que, apesar das condições pessoais, ela tinha discernimento para compreender a necessidade de proteger a filha. A Justiça acolheu a acusação e reconheceu a responsabilidade da mãe por omissão relevante e maus-tratos. A identidade das crianças foi preservada.

MP denuncia motorista de prefeitura por importunação sexual contra mulher em Alagoas

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Aldemir da Silva é acusado de cometer atos sem consentimento da vítima durante deslocamentos para tratamento de saúde; MPAL pede manutenção da prisão preventiva


Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Feira Grande, denunciou Aldemir da Silva, motorista da Prefeitura, pela suposta prática de importunação sexual. O órgão também pediu que a prisão preventiva do acusado seja mantida.

Segundo a denúncia, a vítima utilizava um serviço de transporte para se deslocar até uma unidade onde fazia tratamento de saúde. Nesse período, o motorista teria feito comentários e propostas de natureza sexual e, posteriormente, praticado contatos físicos sem consentimento.

O promotor de Justiça Lucas Schitini afirmou que a acusação foi baseada nas provas reunidas durante a investigação, incluindo registros audiovisuais. Conforme o MPAL, as condutas teriam ocorrido mais de uma vez, mesmo diante da rejeição manifestada pela vítima.

Além da condenação por importunação sexual, considerando a alegada reiteração das condutas, o Ministério Público pede, em caso de condenação, indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais e a perda do cargo público, desde que preenchidos os requisitos legais.

O processo tramita sob segredo de Justiça, e a identidade da vítima foi preservada. O MPAL ressaltou que a denúncia representa o início da ação penal e que caberá ao Poder Judiciário analisar as acusações após o exercício do contraditório.

Projeto do MP sobre educação em União dos Palmares concorre a prêmio de boas práticas

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Iniciativa reúne ações realizadas entre 2020 e 2025 para ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino em dois municípios da região


Foto: Ilustração

Um projeto voltado à educação na Comarca de União dos Palmares está entre as iniciativas consideradas aptas a disputar a edição de 2026 do Prêmio Boas Práticas com Resultados Sociotransformadores.

A iniciativa é promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e foi idealizada pelo promotor de Justiça Lucas Sachsida Junqueira Carneiro. O projeto também contempla o município de Santana do Mundaú.

Intitulada “Ciclo extrajudicial resolutivo de garantia do direito à educação (2020–2025)”, a iniciativa reúne ações desenvolvidas durante cinco anos para acompanhar o acesso e a qualidade do ensino na região.

A relação divulgada pelo Colégio de Procuradores de Justiça inclui quatro práticas consideradas aptas para concorrer ao prêmio. Entre os critérios estão inovação, impacto social e resultados alcançados pelas iniciativas.

A inclusão na lista não significa que o projeto tenha vencido a premiação. A relação publicada pelo MPAL apenas confirma que a iniciativa está habilitada para participar da edição de 2026.

MP acompanha denúncia de agressões contra criança de 1 ano em Teotônio Vilela

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Caso foi encaminhado pelo Conselho Tutelar e agora será monitorado pela Promotoria junto à Polícia Civil e à rede de proteção


Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) passou a acompanhar uma denúncia de violência doméstica e supostas agressões físicas contra uma criança de 1 ano, em Teotônio Vilela. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (2).

A denúncia chegou à Promotoria por meio do Conselho Tutelar. Diante do relato, o MP solicitou providências à Polícia Civil e acionou a rede de proteção para atender a criança e a mãe.

Segundo a portaria, a autoridade policial ainda não havia respondido à solicitação referente ao inquérito. Com o fim do prazo inicial, a Promotoria transformou a notícia de fato em procedimento administrativo.

A medida permitirá o acompanhamento das ações adotadas pela polícia e pelos órgãos de proteção. O procedimento foi formalizado pelo promotor Magno Alexandre Ferreira Moura, que atua na Promotoria de Justiça de Teotônio Vilela.

O MP não divulgou quando as supostas agressões teriam ocorrido, o estado de saúde da criança ou se houve prisão, afastamento do suspeito ou medida protetiva. A abertura do procedimento não confirma a prática do crime.

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